quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Por um Patrimônio Comunitário


Ao definir patrimônio o primeiro conceito relacionado são bens materiais. Quando defini-se o termo patrimônio comunitário abre-se o leque do conceito, para bens materiais e imateriais de interesse do coletivo. Exemplos de patrimônio comunitário à disposição dos cidadãos são: praças, parques, sítios paisagísticos (naturais e núcleos urbanos), sítios arqueológicos e culturais (folclore, museu, monumentos históricos, acervo bibliográfico). Afinal de contas, o que nós temos haver com esses patrimônios comunitários?

Todo o cidadão tem o direito de usufruir e o grande dever de cuidar desses patrimônios. O poder que o indivíduo ou o coletivo possuem são as denúncias, muitos não o conhecem ou ignoram o poder que tem nas mãos. O Ministério Público é o recurso mais adequado a qualquer denúncia e esclarecedor das problemáticas. Outros recursos para incrementar as denúncias são o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), os órgãos ambientais e as secretarias municipais ou estaduais competentes.

Por outro lado, há uma falta de interesse pelo zelo dos patrimônios comunitários por parte da sociedade. O ponto chave do desinteresse é a falta de identidade com os bens comuns. Esse fato generalista é quebrado quando cria oportunidades e atividades com a comunidade. Ou seja, a inserção da comunidade no processo de construção de um patrimônio, respeitando as realidades socioeconômica e aspectos culturais, permite uma valorização dos moradores. Um exemplo simples e esclarecedor é a construção de uma praça pública. O projeto é baseado nas reuniões abertas a comunidade, onde os moradores tenham voz ativa na decisão do projeto da praça. O valor ou a identificação com a praça inaugurada permitirão grande presença, evita vandalismos e formação de zeladores voluntários.

Por esse viés, o Projeto Catalão promove a participação das comunidades no processo de identificação da Ponta do Catalão como um patrimônio comunitário. A apresentação do documentário Trilhar e Preservar foi o primeiro passo, que resgatou a história e o uso atual por muitos nativos entrevistados. Outras atividades de destaque serão formações de grupos de trabalho voluntários e futuramente as formações de condutores da trilha. Acredita-se que essas ações que envolvam a comunidade criem um desejo e a satisfação de zelar por um bem natural denominado Ponta do Catalão.