Ao definir patrimônio o primeiro conceito relacionado
são bens materiais. Quando defini-se o termo patrimônio comunitário abre-se o
leque do conceito, para bens materiais e imateriais de interesse do coletivo. Exemplos
de patrimônio comunitário à disposição dos cidadãos são: praças, parques, sítios
paisagísticos (naturais e núcleos urbanos), sítios arqueológicos e culturais (folclore,
museu, monumentos históricos, acervo bibliográfico). Afinal de contas, o que
nós temos haver com esses patrimônios comunitários?
Por outro lado, há uma falta de interesse pelo zelo
dos patrimônios comunitários por parte da sociedade. O ponto chave do
desinteresse é a falta de identidade com os bens comuns. Esse fato generalista é
quebrado quando cria oportunidades e atividades com a comunidade. Ou seja, a
inserção da comunidade no processo de construção de um patrimônio, respeitando
as realidades socioeconômica e aspectos culturais, permite uma valorização dos
moradores. Um exemplo simples e esclarecedor é a construção de uma praça pública.
O projeto é baseado nas reuniões abertas a comunidade, onde os moradores tenham
voz ativa na decisão do projeto da praça. O valor ou a identificação com a
praça inaugurada permitirão grande presença, evita vandalismos e formação de
zeladores voluntários.
Por esse viés, o Projeto Catalão promove a
participação das comunidades no processo de identificação da Ponta do Catalão
como um patrimônio comunitário. A apresentação do documentário Trilhar e
Preservar foi o primeiro passo, que resgatou a história e o uso atual por
muitos nativos entrevistados. Outras atividades de destaque serão formações de
grupos de trabalho voluntários e futuramente as formações de condutores da
trilha. Acredita-se que essas ações que envolvam a comunidade criem um desejo e
a satisfação de zelar por um bem natural denominado Ponta do Catalão.


