terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Caminhos ou Trilhas?
Por muito tempo os caminhos eram os únicos acessos
aos povoados, que deslocavam por carroças de bois ou mesmo caminhando em trajetos
precários. Apesar das dificuldades, era o único acesso a assistência à saúde,
compra de alimentos, entre outras necessidades. Com advento dos automóveis os
caminhos remetem a lembrança do passado e as histórias das formações de vilas.
Atualmente, a região costeira catarinense preserva alguns caminhos do passado, como
o famoso Caminho do Rei, esse e outros caminhos ainda continuam preservados e
mantidos por pescadores locais.
Por outro lado, as trilhas geralmente estão
relacionadas como passagens precárias, picadas ou atalhos. Hoje em dia, as
trilhas tonaram-se um termo corriqueiro, mesmo independente da rusticidade que
se encontra. Algumas vezes são prosseguidas de adjetivos, como ecológica,
interpretativas e históricas. A consequência do uso generalizado e desconhecido
da palavra trilha predomina no vocabulário dos nativos e oculta a verdadeira
história dos caminhos.
No Projeto Catalão propõe-se o termo trilha
ecológica por manter alguns princípios da Ecologia. Os objetivos propostos são de
planejar um trajeto conforme a dinâmica e os fatores ambientais, proteger a
biota, potencializar os acessos as paisagens naturais e garantir a segurança
aos usuários. Esses objetivos tentam qualificar como ecológica, pois minimizam
os impactos no ambiente. Ao mesmo tempo não se deve descaracteriza-la como um
caminho, pois conectou as vilas da região norte ao centro de Imbituba e,
principalmente, por pertencer a um trecho do Caminho do Rei. Com tudo isso, o
caráter histórico do caminho e suas redondezas são destaques nas atividades do
projeto de educação ambiental e exibições do documentário Trilhar e Preservar.
Nesse viés, o projeto da trilha vai além da
implantação, pois potencializa aspectos de beleza e consciência durante o
percurso. Os observatórios são locais estratégicos para atrair os visitantes,
na observação de baleias francas, admirar a beleza cênica e obter informações
do contexto local através de placas. Outras ações previstas são educação
ambiental in loco com estudantes e
grupos afins, e ainda, o monitoramento e manutenção das estruturas por uma
equipe capacitada da comunidade. Acredita-se que as propostas da trilha
ecológica permitam a sensibilização ambiental dos usuários, respeito ao
ambiente, garantia de acesso seguro e a preservação da história.
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