Por muito tempo os caminhos eram os únicos acessos
aos povoados, que deslocavam por carroças de bois ou mesmo caminhando em trajetos
precários. Apesar das dificuldades, era o único acesso a assistência à saúde,
compra de alimentos, entre outras necessidades. Com advento dos automóveis os
caminhos remetem a lembrança do passado e as histórias das formações de vilas.
Atualmente, a região costeira catarinense preserva alguns caminhos do passado, como
o famoso Caminho do Rei, esse e outros caminhos ainda continuam preservados e
mantidos por pescadores locais.
Por outro lado, as trilhas geralmente estão
relacionadas como passagens precárias, picadas ou atalhos. Hoje em dia, as
trilhas tonaram-se um termo corriqueiro, mesmo independente da rusticidade que
se encontra. Algumas vezes são prosseguidas de adjetivos, como ecológica,
interpretativas e históricas. A consequência do uso generalizado e desconhecido
da palavra trilha predomina no vocabulário dos nativos e oculta a verdadeira
história dos caminhos.
No Projeto Catalão propõe-se o termo trilha
ecológica por manter alguns princípios da Ecologia. Os objetivos propostos são de
planejar um trajeto conforme a dinâmica e os fatores ambientais, proteger a
biota, potencializar os acessos as paisagens naturais e garantir a segurança
aos usuários. Esses objetivos tentam qualificar como ecológica, pois minimizam
os impactos no ambiente. Ao mesmo tempo não se deve descaracteriza-la como um
caminho, pois conectou as vilas da região norte ao centro de Imbituba e,
principalmente, por pertencer a um trecho do Caminho do Rei. Com tudo isso, o
caráter histórico do caminho e suas redondezas são destaques nas atividades do
projeto de educação ambiental e exibições do documentário Trilhar e Preservar.
Nesse viés, o projeto da trilha vai além da
implantação, pois potencializa aspectos de beleza e consciência durante o
percurso. Os observatórios são locais estratégicos para atrair os visitantes,
na observação de baleias francas, admirar a beleza cênica e obter informações
do contexto local através de placas. Outras ações previstas são educação
ambiental in loco com estudantes e
grupos afins, e ainda, o monitoramento e manutenção das estruturas por uma
equipe capacitada da comunidade. Acredita-se que as propostas da trilha
ecológica permitam a sensibilização ambiental dos usuários, respeito ao
ambiente, garantia de acesso seguro e a preservação da história.
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